Quando o médico virou paciente e precisou recomeçar

André Martins é médico, formado há 23 anos pela UFMS

Após um AVC, pós-graduado em medicina ortomolecular e em Terapia de Reposição Hormonal, André Martins enfrentou a dependência, a dor e o medo e encontrou na rotina e na fé um novo sentido para continuar

Tem um momento na vida em que tudo muda.
Sem aviso, em preparo. Para o médico André Martins, esse momento tem data: 7 de maio de 2024.
Formado há 23 anos pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, acostumado a cuidar de vidas, ele se viu, de repente, do outro lado.



Paciente inesperado. “Eu tive um AVC. Quem me socorreu e percebeu de imediato foi minha esposa.”
Foi ela, junto com o pai dela, quem o levou ao hospital.
O atendimento foi rápido. Dois dias na UTI. Depois, o quarto.
E então começou uma nova fase, talvez a mais difícil de todas: a reconstrução.
A rotina virou um ciclo intenso de recuperação.
Fisioterapia quatro vezes por semana.
Treino com personal todos os dias, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Sem pausas e sem descanso. “Minha vida era só terapia. Eu não aguentava mais.”
Mas o que mais doía não era o cansaço físico. Era depender.
“Eu sempre fui independente. Já morei sozinho, fazia tudo. E, de repente, depender dos outros é angustiante. É uma sensação de incapacidade.”
Foram três meses longe dos pacientes. Três meses lidando não só com o corpo, mas com o medo e com a realidade.
“As contas chegando…”
O retorno veio aos poucos.
Com dificuldade e muita adaptação. Mas veio.
“Eu voltei a atender. Foi difícil, mas eu estou aqui.”


Hoje, André carrega algo que não aparece em exames: a memória do que viveu. “Tem dias em que a gente fica triste. A sequela permanece. A gente lembra todos os dias.”
E, mesmo assim, ele continua, porque dar continuidade também é uma escolha.
Hoje, a rotina mudou. A musculação virou terapia.


De segunda a sexta. Às vezes, sábado.
Mais intensa do que antes. Ele diz mais necessária do que nunca.
“Cada dia que eu vou é um dia a mais de recuperação. Cada dia que eu não vou é um dia a menos.”
André segue atendendo, vivendo e recomeçando todos os dias.
E talvez essa seja a maior virada da história: o médico que sempre se cuidou, com alimentação equilibrada e rotina de exercícios, mas que, ainda assim, foi surpreendido.
Sem saber, carregava na genética um risco silencioso. O AVC veio sem aviso.
E, depois dele, veio também um novo olhar. O médico que voltou a cuidar e que, acima de tudo, aprendeu a cuidar de si de outra forma. “Agradeço a Deus todos os dias. Por causa Dele é que eu estou vivo.”

Tem histórias que não são sobre performance.
São sobre permanência, cair e decidir levantar.
Recomeçar, mesmo quando o corpo ainda não responde.
Porque, no fim, não é sobre o que aconteceu,
e sim sobre o que você decide fazer depois.
Apresento o médico André Martins, especialista em tratamento da obesidade, emagrecimento com saúde e reposição hormonal.
Além de compartilhar sua história, ele também vai trazer, sempre que possível, dicas para o Papo Endorfina.

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