De personal trainer a maratonista de Boston, Diego Arruda prova que a corrida pode mudar destinos

13 anos inspirando pessoas a irem além dos próprios limites; dentro e fora das pistas.

Treinador encontrou na corrida uma profissão, um propósito e a oportunidade de inspirar pessoas a superarem seus próprios limites; há 13 anos mantém uma assessoria com centenas de alunos

História que começou com um empurrãozinho de uma antiga aluna, Priscylla Santos Pereira, que fez o treinador e personal trainer Diego Arruda, de 41 anos, se apaixonar por corrida e, há 13 anos, ele vem cuidando de pessoas, proporcionando qualidade de vida e batendo seus próprios recordes pessoais.

Diego Arruda é treinador na Top Run Assessoria Esportiva e, recentemente, realizou um dos seus maiores sonhos e desafios pessoais, participou da 130ª edição da Maratona de Boston, no Estados Unidos onde um dos requisitos para competir é ter uma boa qualificação em provas realizadas nos últimos 18 meses que antecedem a prova de Boston.

A regra é que a prova seja realizada em 3h05 para homens entre 40 e 44 anos, que é o caso de Diego.

Durante um bate-papo descontraído, Diego fez questão de exibir a medalha que ganhou em Boston e comentou sobre o tempo de preparação até o dia da prova. “Em 2017 e 2018 fiz duas maratonas com o objetivo de me classificar para Boston. Depois de cinco anos correndo, quis experimentar de fato uma maratona. Com a minha falta de experiência, acabei não conseguindo, o que é supernormal. Não desisti. Em 2018 participei da maratona da Disney, mas, de fato, só em 2025 consegui o tempo que eu precisava durante provas no Rio de Janeiro e em Berlim. Desde então foram seis meses de preparação para Boston”,comentou.

História da Top Run

Diego Arruda é formado em Educação Física e há 22 anos trabalha como personal, além de atuar há 13 anos em assessoria de corrida. “Na época, uma aluna muito querida pediu para treiná-la para uma corrida, e foi quando tudo começou. Assim, foram surgindo novos alunos”, recordou.



O profissional acabou dando lugar para a corrida, e logo se apaixonou e fez dela uma profissão. O personal então sentiu a necessidade de estudar mais sobre o ramo, então foi em busca de qualificação e também de realizar um desejo pessoal, baixar seus tempos nas provas. Então, viu a necessidade de perder peso. Em dois anos, Diego perdeu 17 quilos, e foi quando, de fato, começou a alcançar todos os seus objetivos dentro da corrida.

“Meu propósito é cuidar de pessoas, então entrei de coração aberto no mundo da assessoria esportiva. Me dedico, estou à disposição dos meus alunos 24 horas via celular e tenho visto resultados e histórias surpreendentes nesses anos. A corrida tem que ser algo prazeroso e promover saúde. Nós não trabalhamos com performance, mas sim com disciplina”, enfatizou.

A Top Run tem seis treinadores que atendem de forma on-line por todo o país, através do aplicativo da própria assessoria esportiva e oferece horário presencial das 6h às 20h, às terças e quintas, e aos sábados, das 6h às 9h. Para ele, há disponibilidade de orientações 24h. “Eu posso falar sobre corrida em qualquer ambiente e até em festas, é diferente da minha esposa, advogada, que não convém falar de um processo durante um evento. É tão prazeiroso falar sobre a corrida que não vejo como trabalho, eu vivo a corrida e ela faz parte da minha vida e da minha família, minha esposa também corre e os meus dois filhos”, comentou.

Diego revelou que o nome Top Run surgiu de uma ideia da mãe da esposa dele, Maira. “Minha sogra sempre fala que tudo que é bom precisa levar o nome de top. Então, com uma ideia dela, veio o nome de uma assessoria esportiva que mudou e muda a vida de diversas pessoas. São medos que foram quebrados e recordes alcançados.”

Em um dos pontos de encontro da Top Run, com um pôr do sol encantador em frente ao Parque das Nações Indígenas, um dos cartões-postais de Campo Grande, alguns alunos da Top Run contaram suas histórias de superação.

Estilo de vida

Juliana Rodrigues Azambuja, de 48 anos, se viu no sedentarismo e, há pouco mais de um ano, ao receber um convite da filha, tem se dedicado à corrida e hoje acorda antes das 5h para correr. “Minha filha me chamou para um teste, gostei e fui ficando. Mudou nosso estilo de vida. Saí do sedentarismo, não corria nem 100 metros e hoje já faço 5 quilômetros. Se eu perco um treino, já fico chateada. Nunca me imaginei acordando antes das 6h para correr.”

Aos 24 anos, Maya Amaral também se dedicou à corrida e hoje já participa de diversas provas. Durante um intercâmbio em 2023, um amigo incentivou Maya a correr e, desde então, ela não parou mais e há um ano faz parte da Top Run. Maya revela que tomou gosto pelo esporte e, às vezes, é bom ganhar um pódio durante as provas.

Amanda Espíndola, de 35 anos, entrou para a corrida há um ano, após começar a fazer parte do clube de corrida no hospital onde trabalha.

Amanda atua como enfermeira do trabalho e precisava incentivar os trabalhadores a praticarem atividade física. Foi onde tudo começou. Ela sentiu que precisava melhorar para passar mais credibilidade aos colaboradores, e foi quando conheceu a Top Run.

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