A corrida tem dessas coisas que a gente não explica

A corrida aproxima histórias. Cruza destinos. E, às vezes, leva pessoas exatamente para onde elas precisavam estar.
Aqui, temos duas mulheres; duas histórias e dois sonhos que se encontraram na corrida e atravessaram o mundo para viver, juntas, a experiência de Tóquio.



Na terra do sol nascente, cada uma levou o que tinha de mais íntimo: memórias, raízes, amores, ausências e presença.
Porque correr, às vezes, não é sobre chegar.
É sobre sentir.
E, naquele encontro, as duas entenderam, cada uma à sua maneira, que há viagens que não terminam na linha de chegada.
Elas começam dentro da gente.

Angela Miracema
Artista por essência, corredora há quase duas décadas, Angela Miracema Batista Fernandes, 59 anos, casada há 35 anos com Paulo, mãe de Vítor e de Leonardo, que hoje vive em sua memória e no amor que nunca deixa de existir, fez a Maratona de Tóquio.
Angela sempre encontrou na arte uma forma de sentir o mundo. Foi, justamente, na corrida que descobriu outra: mais silenciosa, mais interna, mas igualmente profunda.
Sua trajetória passou por uma maratona que não aconteceu, em 2012, e seguiu por Berlim (2016), Nova York (2023) até chegar em Tóquio, em 2026.

Cecília Fujimaki
A maratonista Cecília Fujimaki, 43 anos, tem disciplina, constância e um chamado que ela só entenderia ao pisar no Japão; a terra de seus antepassados. Lá, correu uma maratona, mas viveu algo maior: um reencontro consigo mesma.

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