Centésima corrida foi marcada por histórias e tradição

A centésima São Silvestre atraiu mais de 55 mil participantes e não parecia uma corrida tradicional. Todos estavam ali para viver a emoção de fazer parte de um momento histórico pelas ruas de São Paulo. Aliás, não havia nenhuma pressa.
Quem já era experiente na São Silvestre dizia que, após o km 6, daria para acelerar. Porém, era uma multidão do começo ao fim, semelhante a uma muralha; o recomendável era seguir o fluxo.
Ah, ninguém reclamava. Mesmo nos primeiros setores, onde estariam os mais velozes, havia muita gente caminhando em grupo.
Ao ritmo de bateristas, a prova foi um mar de pessoas alegres e com os corações repletos de gratidão. Mas o percurso apresentou a cara paulistana, com muitos declives e subidas. Chegar ao topo simbolizou a maior premiação: um presente dos céus.
No km 14, houve distribuição de cerveja, apertos de mãos, cartazes de otimismo e familiares na torcida. Atravessar a linha de chegada é como dizer: venci 2025 e estou pronto para 2026.
“Valeu cada centavo, inesquecível”, disse Filippe Canalli, em sua primeira São Silvestre.
Gratidão que vem da vida
Essa corrida é guiada pela gratidão à vida, às conquistas e às histórias de centenas de corredores. A prova sempre fez parte das celebrações de Ano Novo da família da promotora Renata Goya, uma memória afetiva que atravessa o tempo.
Ela lembra com carinho: ainda na maternidade, assistindo à corrida pela TV, disse ao marido que um dia estaria ali.
E esteve. Em 2013, comemorou um ano do filho na prova. “Desta vez, cada passo foi ainda mais especial, dedicado ao José que completa 12 anos”, comentou.

correndo a São Silvestre. A intenção dela é correr todo ano essa prova tradicional













