São Silvestre parece parque de diversão

Com mais de 55 mil participantes, a centésima edição da prova mais tradicional do país foi uma festa de gratidão pelas ruas de São Paulo
Mar de corredores na centésima São Silvestre: mais de 55 mil participantes tomaram as ruas de São Paulo em clima de festa. (Foto: Arquivo pessoal)

Mar de corredores na centésima São Silvestre: mais de 55 mil participantes tomaram as ruas de São Paulo em clima de festa. (Foto: Arquivo pessoal)

Centésima corrida foi marcada por histórias e tradição

Multidão atravessa o Túnel José Roberto Fanganiello Melhem durante a prova. (Foto: Arquivo pessoal)

A centésima São Silvestre atraiu mais de 55 mil participantes e não parecia uma corrida tradicional. Todos estavam ali para viver a emoção de fazer parte de um momento histórico pelas ruas de São Paulo. Aliás, não havia nenhuma pressa.

Quem já era experiente na São Silvestre dizia que, após o km 6, daria para acelerar. Porém, era uma multidão do começo ao fim, semelhante a uma muralha; o recomendável era seguir o fluxo.

Ah, ninguém reclamava. Mesmo nos primeiros setores, onde estariam os mais velozes, havia muita gente caminhando em grupo.

Ao ritmo de bateristas, a prova foi um mar de pessoas alegres e com os corações repletos de gratidão. Mas o percurso apresentou a cara paulistana, com muitos declives e subidas. Chegar ao topo simbolizou a maior premiação: um presente dos céus.

No km 14, houve distribuição de cerveja, apertos de mãos, cartazes de otimismo e familiares na torcida. Atravessar a linha de chegada é como dizer: venci 2025 e estou pronto para 2026.

“Valeu cada centavo, inesquecível”, disse Filippe Canalli, em sua primeira São Silvestre.

Gratidão que vem da vida

Essa corrida é guiada pela gratidão à vida, às conquistas e às histórias de centenas de corredores. A prova sempre fez parte das celebrações de Ano Novo da família da promotora Renata Goya, uma memória afetiva que atravessa o tempo.

Ela lembra com carinho: ainda na maternidade, assistindo à corrida pela TV, disse ao marido que um dia estaria ali.

E esteve. Em 2013, comemorou um ano do filho na prova. “Desta vez, cada passo foi ainda mais especial, dedicado ao José que completa 12 anos”, comentou.

Promotora Renata Goya comemorou pela vida do filho, que nasceu em 31 de dezembro de 2013,
correndo a São Silvestre. A intenção dela é correr todo ano essa prova tradicional



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