Paixão pela bicicleta passa por gerações e vira negócio há 40 anos em Campo Grande

Gilmar Elias saiu de Goiânia como ciclista, fincou raízes em Campo Grande como empresário e hoje vê filhos e netos no pedal

Gilmar Elias: de menino que montava bikes em Goiânia a empresário do ciclismo em Campo Grande. (Foto: Luciano Muta)

Apaixonado pelo ciclismo desde a infância, o empresário Gilmar Elias, de 63 anos, natural de Bom Jesus (Goiânia), aprendeu cedo a montar bicicletas. “Com 13 anos, fiz a minha primeira bike. Naquela época, você fazia o quadro. O começo sempre marca, eu fico emocionado. Tudo que foi difícil, é mais gostoso. Lá atrás, a bicicleta era  pesada e evoluiu muito, agora é leve”, comentou.

Com irmão mais velho, ele se especializou em ser profissional do ciclismo, entendia desde pedalar a montar o pedal, chegou a trabalhar em oficina em Goiânia. “Em 1986, eu fui contratado pela Perkal e me mudei para Campo Grande, vim para correr de bike como atleta. Paralelo ao trabalho, montei a Gilmar Bicicletas”, recordou.

O negócio nasceu de uma permuta de produtos por uma casa no Bairro Buriti, em Campo Grande. “Depois, fundei a Associação do Ciclismo em Mato Grosso do Sul”, recordou.

Assim, o empreendimento foi ganhando novos adeptos à atividade física em Campo Grande. Em 1994, comprou uma loja na Rua Pedro Celestino, sendo a filial. Depois, transferiu a unidade para Rua Antônio Maria Coelho e, em 2023, inauguraram uma loja em Blumenau. “O que me move é ensinar a pedalar”, comentou o empresário Gilmar.

Essa paixão ele transferiu para esposa Divina Lúcia e aos seus três filhos Brunno, Jesus Brenno e Gilmar Elias Batista Júnior, de 32 anos, e, recentemente, também, aos netos. “A família toda pedala e o nosso assunto preferido é a bike de segunda a segunda”, disse o Gilmarzinho. 

Herança

Até 1995, Gilmar Elias participava de competições como atleta profissional. Depois, repassou o prazer aos filhos de viver essa adrenalina. “É uma realização completa, eu tinha vontade de ter essa loja e fui fazendo as coisas acontecerem. Minha esposa também pedalava, sempre levando os nossos filhos para o esporte, eles foram gostando. Hoje, são empresários e ciclistas com títulos nacionais. Poucos pais têm essa alegria de ter todos juntos lutando para passar o melhor para o nosso ciclista”, disse o empresário Gilmar.

No histórico de atleta, Gilmar se recorda que a prova mais difícil enfrentada foi na Colômbia. “Não fizemos nenhuma adaptação, chegamos sexta a prova era domingo. Foram as várias etapas. Lá, foi muito difícil devido à altitude”, lembrou.

Para ele, toda prova é difícil, até mesmo de 100 metros. “Quem faz ficar mais difícil é você. Quando você quer ganhar, é sempre difícil. Depende do propósito que você quer fazer, a vitória é sempre difícil”, destacou.

Aos 60 anos, ele parou de participar de competições, mas não para de pedalar. “Pedalo uma média de 300km por semana, antes eram 800 km por semana. Em casa é assim, a gente sempre deita, levanta e a bicicleta em nossas vidas. Acho que vou morrer assim”, afirmou o empresário Gilmar.

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