Treinão do Choque reúne mais de 200 pessoas e vira show no Parque dos Poderes

Evento gratuito teve corrida de 5 km, fumaça colorida, famílias, militares e até um pequeno atleta de 5 anos que completou boa parte do percurso

O domingo começou com movimento, fumaça colorida e muita endorfina no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Mais de 200 pessoas participaram, nesta manhã, do treinão gratuito promovido pelo Batalhão de Choque. Atletas amadores, militares, famílias e crianças se reuniram para percorrer 5 quilômetros e entrar no clima da 7ª Corrida do Choque, marcada para setembro.

Depois do aquecimento e após a largada, os policiais surpreenderam os participantes com uma apresentação de fumaça colorida, simulando uma ação operacional. Depois, correram todos juntos.

Para o comandante do Batalhão de Choque, major Cleiton da Silva Santos, a Corrida do Choque já se tornou parte do calendário esportivo da Capital. A história começou em 2018, de maneira bem mais modesta. “A primeira Corrida do Choque começou com um projeto bem humilde, com apenas 300 atletas. Hoje estamos na sétima edição. Na última, tivemos mais de 1.500 atletas e é isso que esperamos para este ano também, talvez até um pouco mais.”

E a corrida cresceu para além dos quilômetros percorridos. No dia do evento, a programação começa antes da largada. A Arena Choque estará aberta a partir das 17h30, com música, corredor gastronômico e apresentações de unidades especializadas, como ROCAM, ROTAC e Canil.

A expectativa é que entre 2.500 e 3 mil pessoas passem pelo local. “A corrida não é terapia, mas é terapêutica”, disse o major.

Militar e praticante de atividade física, o major Cleiton destaca algo que todo corredor conhece bem: correr pode transformar o jeito como se vive o dia. “Hoje, a sociedade está sedenta por um pouco de endorfina, e a corrida acaba despertando isso na gente. A corrida, na verdade, não é terapia, mas é terapêutica.”

A frase combina bem com a proposta da Corrida do Choque. Além de incentivar a prática esportiva, o evento também tem o objetivo de aproximar policiais e comunidade. “É um dia em que abrimos as portas do nosso batalhão. É um momento de muita felicidade e alegria, tanto para a sociedade sul-mato-grossense quanto para os nossos policiais.”

Segundo ele, durante a corrida o contato ganha outro significado.“O policial acaba deixando um pouco de lado aquela imagem de homem bravo e inicia um contato mais próximo com a sociedade. Isso faz parte também da política da própria Polícia Militar, de aproximar cada vez mais a polícia da comunidade.”

Neste treinão, teve campeão de 5 anos

No meio dos corredores adultos, um participante chamou atenção. Otto Menezes tem apenas 5 anos, mas já conhece bem as pistas do Parque dos Poderes. Ele corre acompanhado da mãe, Arianni Menezes, desde os três anos. Neste domingo, Otto encarou o desafio com disposição: correu quase dois quilômetros sozinho, pediu colo durante parte do percurso e depois voltou ao chão para completar o último quilômetro correndo

No final, ainda tinha uma motivação extra: o banquete de frutas. Entre uma melancia e outra, a mãe comemorava: “Ele corre sempre comigo. Todo final de semana a gente está correndo aqui no Parque.”

E completou: “Na reta final, no último quilômetro, ele voltou a correr sozinho.”

Para Otto, talvez ainda seja cedo para falar de pace, performance ou endorfina. Mas ele já aprendeu uma das melhores partes da corrida: chegar feliz. “Sou campeão”, disse, vibrante.

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