Do inconformismo à gestão pública: Marcelo Miranda decidiu mudar o jogo em Mato Grosso do Sul, promovendo o esporte.

Incomodado com a falta de políticas públicas no esporte, o ex-técnico levou sua experiência das quadras para a gestão e hoje defende o esporte como ferramenta de transformação social

A trajetória de Marcelo Ferreira Miranda na gestão pública não começou por acaso, surgiu do incômodo. Como técnico, ele viveu de perto os desafios do esporte em Mato Grosso do Sul. Viu talentos surgirem sem apoio, equipes lutando contra a falta de estrutura e projetos que não conseguiam avançar por ausência de políticas públicas consistentes.

E isso passou a incomodar. Mais do que formar atletas, Marcelo queria entender por que o esporte não avançava como poderia.

Jogos promovidos na gestão do Marcelo Miranda, na Fundesporte. (Foto: Luciano Muta)

Foi desse inconformismo que veio o ponto de virada: um convite do então governador eleito Reinaldo Azambuja para deixar a iniciativa privada e assumir o desafio de transformar o esporte a partir da gestão pública. Ele ganhou apoio da família e aceitou. “Foi inesperado em 2015, eu sempre tive o espírito muito crítico e fui encarar viver o outro lado”, recordou.

Ao assumir a Secretaria de Esporte de Mato Grosso do Sul, levou para dentro da administração aquilo que sempre defendeu na prática: o esporte como ferramenta de transformação social.

E não ficou apenas no discurso.

Durante sua gestão, Marcelo ampliou o alcance de políticas públicas voltadas ao esporte, com destaque para a expansão das bolsas-atleta, garantindo mais apoio financeiro a esportistas sul-mato-grossenses.

Também fortaleceu a inclusão ao promover iniciativas como os Jogos Indígenas e competições voltadas à terceira idade, ampliando o acesso ao esporte para diferentes públicos.

A atuação foi marcada pelo fortalecimento da base, incentivo a atletas e apoio a competições, além da busca por descentralizar o acesso ao esporte em todo o Estado.

Mais do que resultados imediatos, a proposta era estruturar caminhos.

Com a continuidade do trabalho na gestão do atual governador Eduardo Riedel, as ações ganharam sequência, consolidando políticas que ampliam o papel do esporte como instrumento de inclusão, saúde e oportunidade.

Marcelo Miranda batalhou para manter as ruas do Parque dos Poderes interditadas aos fins de semana e feriados para o incentivo ao lazer das famílias campo-grandenses e, também, para a prática de esportes. “É muito gratificante ver as pessoas se movimentado por lá”, disse.

Atividades voltadas para todas as idades, ações executadas pela Fundesporte e idealizadas por Marcelo Miranda. (Foto: Luciano Muta)

A experiência como professor, técnico e empreendedor deu a Marcelo uma visão próxima da realidade — entendendo que o esporte vai além do rendimento e precisa ser pensado como política pública permanente.

Hoje, essa vivência continua guiando sua atuação.

Como pré-candidato a deputado estadual, ele defende justamente isso: que o esporte deixe de ser pontual e passe a ser estruturante.

A ideia é clara: criar oportunidades desde a base, fortalecer projetos e garantir que mais pessoas tenham acesso ao esporte como ferramenta de transformação.

Marcelo Miranda destaca o papel do esporte como ferramenta de transformação e promoção da qualidade de vida, reforçando a importância de manter o corpo e o propósito em movimento. (Foto: Luciano Muta)

Porque, para ele, essa não é apenas uma pauta.

É uma história que ele viveu.

No fim, tudo se resume ao que o move desde o início: ver pessoas avançando. Para Marcelo, o esporte nunca foi apenas prática, é construção. De disciplina, de saúde e de caminhos possíveis. “Não há nada que traga mais felicidade do que ver um atleta vencendo, pessoas ocupando os espaços públicos e evoluindo com a disciplina que o esporte ensina.”

É ali que, para ele, a endorfina faz sentido. No cotidiano, essa lógica permanece. Marcelo mantém uma rotina de exercícios, cultiva hábitos saudáveis e compartilha esse estilo de vida com a esposa, Tatiana Miranda, e o filho Pedro, acadêmico de medicina.

Entre compromissos e treinos, preserva também o que considera essencial: o convívio. Os encontros semanais com pais e irmãos, muitas vezes em torno de uma mesa de cartas, reforçam um valor que atravessa toda a sua trajetória, a constância.

“Mais do que movimento, é continuidade, fazemos isso sempre”.

Nesse equilíbrio entre ação e propósito que o esporte, para Marcelo  Miranda, segue cumprindo seu papel: transformar todos os dias quem decide permanecer em movimento.

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