Nas pistas de corrida, a água hidrata, acolhe, aproxima pessoas e acompanha histórias de transformação
Quem corre sabe.
Depois de alguns quilômetros, principalmente sob o calor de Campo Grande, um copo de água deixa de ser um detalhe. É cuidado. É alívio. E, muitas vezes, é também a mão de alguém estendida no momento em que mais se precisa.
Nas assessorias esportivas, onde pessoas chegam em busca de saúde, desempenho, companhia ou de uma mudança de vida, a água está sempre por perto.
Às vezes, ela está na caixa levada pelo treinador antes mesmo de o sol nascer. Em outras, aparece nas mãos de alguém que ficou esperando uma atleta terminar um treino longo só para lhe oferecer água.
Foi assim que duas histórias muito diferentes se cruzaram com um mesmo elemento.

Para a escritora e psicanalista Ingrid Ximenes, um copo de água ajudou a aproximá-la de Jardel Ximenes. Vieram outros copos, outros treinos e muitos domingos até os dois construírem uma vida juntos.
Para o treinador Uilder Martins, água faz parte de uma rotina que começa às 3h30 da manhã e pode consumir até 20 caixas por mês para atender seus alunos.

São histórias sobre corrida. Mas também são histórias sobre cuidar.
E mostram que, antes de qualquer planilha de treinamento, pace ou quilometragem, existe uma necessidade muito mais básica: ter água segura disponível para beber, viver e seguir em frente.
Em Campo Grande, o abastecimento de água alcança atualmente 99,9% da população. O sistema envolve captação, tratamento, controle de qualidade e distribuição até as torneiras da cidade. Em 2025, foram realizadas mais de 520 mil análises e o índice médio de potabilidade divulgado pela concessionária chegou a 99,22%.
É essa infraestrutura, quase invisível na rotina, que permite que a água esteja presente nos pequenos gestos cotidianos.
Inclusive naqueles capazes de mudar uma vida.
Nesta série especial, o Papo Endorfina conta como a água faz parte das histórias de Ingrid, Jardel e Uil Martins.













