Mais de 1,5 mil corredores participaram da Corrida do Choque, neste sábado, em Campo Grande. A programação começou às 20h, com apresentação dos militares e show de fogos. Logo depois, os atletas tomaram as ruas para as provas de 5 km e 10 km, em um percurso com pontos de hidratação e sinalização.

A noite também foi marcada por famílias, amizades e histórias que ajudaram a explicar por que aquela corrida tinha um significado diferente para algumas pessoas, entre os que correram e quem ficou esperando na chegada.



A servidora pública Keila Barbosa foi para a prova dos 10 km. Na torcida estavam o marido, Marcelo Santana, e a filha do casal, Melissa Barbosa Santana, de 6 anos. “Viemos para fazer a torcida. Eu também corro, mas tive uma lesão e agora estou me recuperando”, contou Marcelo.

Keila dividiu os 10 km com a amiga Mayara Coura. Juntas, elas cruzaram a distância enquanto a família acompanhava tudo de perto.
Um sonho que passa pelo Choque
Entre tantos corredores, uma história chamou a atenção do Papo Endorfina.
Aos 17 anos, Júlia Vieira enfrentou pela primeira vez os 10 km. Ao lado dela estava a mãe, Jô da Silva, costureira, praticante de dança, HIIT e boxe no bairro Pioneira.
Júlia é estudante da Escola Estadual Flavina Maria da Silva e carrega um sonho: um dia ser policial do Choque.

A inspiração começou dentro de casa. O pai era militar e morreu quando Júlia tinha apenas 7 anos. “Eu vi ele ir e não pude fazer nada”, contou.
Hoje, a adolescente encontrou na corrida uma forma de preparação para o futuro. Apaixonada pelo esporte, já pensa no concurso para a carreira policial e em um nome que faz parte do vocabulário de quem sonha com a farda: o TAF, Teste de Aptidão Física.
Naquela noite, completar seus primeiros 10 km foi mais do que experimentar uma nova distância. Foi também mais um passo em direção a um sonho.


Otto e a paixão pelo Choque
Outro personagem já conhecido pelos militares era o pequeno Otto.
Desde o treinão preparatório para a corrida, ele demonstrava entusiasmo pelo Choque. Neste sábado, voltou animado para correr acompanhado da mãe, Arianni Menezes.

Depois da prova, medalha no peito e orgulho estampado no rosto, Otto ainda ganhou uma surpresa: foi convidado para conhecer de perto uma viatura do Choque.


Para ele, provavelmente foi um dos grandes momentos da noite.
E a plateia também teve papel importante. Entre os que acompanharam a prova estavam muitos familiares dos militares do Choque, orgulhosos em ver de perto o resultado do trabalho de quem ajudou a construir e realizar o evento.
Pais, mães, companheiros, esposas, maridos e filhos vibraram não apenas com os corredores, mas também com o sucesso de uma noite esportiva que aproximou a corporação da comunidade.


No fim, a Corrida do Choque reuniu muito mais do que atletas.
Enquanto alguns buscavam tempo, distância ou superação, outros estavam ali para torcer, acompanhar os filhos, prestigiar familiares, lembrar de quem já partiu ou alimentar sonhos para o futuro. “Algumas linhas de chegada terminam uma corrida. Outras parecem apenas o começo“, comentou o animador do evento, Elton Cardoso.














